domingo, 26 de março de 2017

XXV Dia Mundial do Doente



MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
  PAPA FRANCISCO
 PARA A XXV JORNADA MUNDIAL DO DOENTE 2017

 
(Lourdes, 11 de fevereiro de 2017)
Tema: «Admiração pelo que Deus faz: “o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas” (Lc 1, 49)»

Queridos irmãos e irmãs,

No próximo dia 11 de fevereiro, celebrar-se-á em toda a Igreja, e de forma particular em Lourdes, a XXV Jornada Mundial do Doente, sob o tema: «Admiração pelo que Deus faz: “o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas” (Lc 1, 49)». Instituída pelo meu predecessor São João Paulo II em 1992 e celebrada a primeira vez precisamente em Lourdes no dia 11 de fevereiro de 1993, tal Jornada dá ocasião para se prestar especial atenção à condição dos doentes e, mais em geral, a todos os atribulados; ao mesmo tempo convida quem se prodigaliza em seu favor, a começar pelos familiares, profissionais de saúde e voluntários, a dar graças pela vocação recebida do Senhor para acompanhar os irmãos doentes. Além disso, esta recorrência renova, na Igreja, o vigor espiritual para desempenhar sempre da melhor forma a parte fundamental da sua missão que engloba o serviço aos últimos, aos enfermos, aos atribulados, aos excluídos e aos marginalizados (cf. João Paulo II, Motu proprio Dolentium hominum, 11 de fevereiro de 1985, 1). Com certeza, os momentos de oração, as Liturgias Eucarísticas e da Unção dos Enfermos, a interajuda aos doentes e os aprofundamentos bioéticos e teológico-pastorais que se realizarão em Lourdes, naqueles dias, prestarão uma nova e importante contribuição para tal serviço.

Sentindo-me desde agora presente espiritualmente na Gruta de Massabiel, diante da imagem da Virgem Imaculada, em quem o Todo-Poderoso fez maravilhas em prol da redenção da humanidade, desejo manifestar a minha proximidade a todos vós, irmãos e irmãs que viveis a experiência do sofrimento, e às vossas famílias, bem como o meu apreço a quantos, nas mais variadas tarefas de todas as estruturas sanitárias espalhadas pelo mundo, com competência, responsabilidade e dedicação se ocupam das melhoras, cuidados e bem-estar diário de todos vós. Desejo encorajar-vos a todos – doentes, atribulados, médicos, enfermeiros, familiares, voluntários – a olhar Maria, Saúde dos Enfermos, como a garante da ternura de Deus por todo o ser humano e o modelo de abandono à vontade divina; e encorajar-vos também a encontrar sempre na fé, alimentada pela Palavra e os Sacramentos, a força para amar a Deus e aos irmãos mesmo na experiência da doença.

Como Santa Bernadete, estamos sob o olhar de Maria. A jovem humilde de Lourdes conta que a Virgem, por ela designada «a Bela Senhora», a fixava como se olha para uma pessoa. Estas palavras simples descrevem a plenitude dum relacionamento. Bernadete, pobre, analfabeta e doente, sente-se olhada por Maria como pessoa. A Bela Senhora fala-lhe com grande respeito, sem Se pôr a lastimar a sorte dela. Isto lembra-nos que cada doente é e permanece sempre um ser humano, e deve ser tratado como tal. Os doentes, tal como as pessoas com deficiências mesmo muito graves, têm a sua dignidade inalienável e a sua missão própria na vida, não se tornando jamais meros objetos, ainda que às vezes pareçam de todo passivos, mas, na realidade, nunca o são.

Bernardete, depois de estar na Gruta, graças à oração, transforma a sua fragilidade em apoio para os outros; graças ao amor, torna-se capaz de enriquecer o próximo e sobretudo oferece a sua vida pela salvação da humanidade. O facto de a Bela Senhora lhe pedir para rezar pelos pecadores lembra-nos que os doentes, os atribulados não abrigam em si mesmos apenas o desejo de curar, mas também o de viver cristãmente a sua existência, chegando a doá-la como autênticos discípulos missionários de Cristo. A Bernadete, Maria dá a vocação de servir os doentes e chama-a para ser Irmã da Caridade, uma missão que ela traduz numa medida tão elevada que se torna modelo que todo o profissional de saúde pode tomar como referência. Por isso, peçamos à Imaculada Conceição a graça de saber sempre relacionar-nos com o doente como uma pessoa que certamente precisa de ajuda – e, por vezes, até para as coisas mais elementares – mas também é portadora do seu próprio dom que deve partilhar com os outros.

O olhar de Maria, Consoladora dos aflitos, ilumina o rosto da Igreja no seu compromisso diário a favor dos necessitados e dos doentes. Os preciosos frutos desta solicitude da Igreja pelo mundo dos atribulados e doentes são motivo de agradecimento ao Senhor Jesus, que Se fez solidário connosco, obedecendo à vontade do Pai até à morte na cruz, para que a humanidade fosse redimida. A solidariedade de Cristo, Filho de Deus nascido de Maria, é a expressão da omnipotência misericordiosa de Deus que se manifesta na nossa vida – sobretudo quando é frágil, está ferida, humilhada, marginalizada, atribulada –, infundindo nela a força da esperança que nos faz levantar e sustenta.

Uma riqueza tão grande de humanidade e de fé não deve ficar perdida, mas sim ajudar-nos a enfrentar as nossas fraquezas humanas e, ao mesmo tempo, os desafios presentes em âmbito sanitário e tecnológico. Por ocasião da Jornada Mundial do Doente, podemos encontrar novo impulso a fim de contribuir para a difusão duma cultura respeitadora da vida, da saúde e do meio ambiente; encontrar um renovado impulso a fim de lutar pelo respeito da integridade e dignidade das pessoas, inclusive mediante uma abordagem correta das questões bioéticas, a tutela dos mais fracos e o cuidado pelo meio ambiente.

Por ocasião da XXV Jornada Mundial do Doente, reitero a minha proximidade feita de oração e encorajamento aos médicos, enfermeiros, voluntários e a todos os homens e mulheres consagrados comprometidos no serviço dos doentes e necessitados; às instituições eclesiais e civis que trabalham nesta área; e às famílias que cuidam amorosamente dos seus membros doentes. A todos, desejo que possam ser sempre sinais jubilosos da presença e do amor de Deus, imitando o testemunho luminoso de tantos amigos e amigas de Deus, dentre os quais recordo São João de Deus e São Camilo de Lélis, Padroeiros dos hospitais e dos profissionais de saúde, e Santa Teresa de Calcutá, missionária da ternura de Deus.

Irmãs e irmãos todos – doentes, profissionais de saúde e voluntários –, elevemos juntos a nossa oração a Maria, para que a sua materna intercessão sustente e acompanhe a nossa fé e nos obtenha de Cristo seu Filho a esperança no caminho da cura e da saúde, o sentido da fraternidade e da responsabilidade, o compromisso pelo desenvolvimento humano integral e a alegria da gratidão sempre que Ele nos maravilha com a sua fidelidade e a sua misericórdia:

Ó Maria, nossa Mãe,
que, em Cristo, acolheis a cada um de nós como filho,
sustentai a expectativa confiante do nosso coração,
socorrei-nos nas nossas enfermidades e tribulações,
guiai-nos para Cristo, vosso filho e nosso irmão,
e ajudai a confiarmo-nos ao Pai que faz maravilhas.

A todos vós, asseguro a minha recordação constante na oração e, de coração, concedo a Bênção Apostólica.

Vaticano, 8 de dezembro – Festa da Imaculada Conceição – de 2016.

Francisco

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

STF, aborto e vaquejada



Vejam quanta incoerência: o Supremo Tribunal Federal, extrapolando sua função, que é julgar, não legislar, entendeu, ao arrepio das leis do país, que um embrião humano de 3 meses pode ser abortado, porque é "direito" da mulher decidir sobre o seu corpo.

No seu parecer, o ministro Luís Roberto Cardoso, acompanhado dos ministros Rosa Weber e Edson Fachin, entendeu que os artigos do código penal que criminalizam o aborto violam direitos fundamentais da mulher, a saber: autonomia, integridade física e psíquica, direitos sexuais e reprodutivos e igualdade de gênero. Disse ainda que "o direito à integridade psicofísica protege os indívíduos contra interferências indevidas e lesões aos seus corpos e mentes, relacionando-se, ainda, ao direito à saúde e à segurança. Ter um filho por determinação do direito penal constitui grave violação da integridade física e psíquica de uma mulher".

Ou seja: um filho virou "lesão corporal e mental" e "grave violação física e psíquica".

Com esta decisão, o STF entende que um embrião humano vale menos que um boi de vaquejada; este sim, devidamente protegido pela lei e pelo próprio STF.

Muito triste. A que ponto chegamos...

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Um médico, um sacerdote



San Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei, em um encontro, responde a um médico como evitar a rotina no trabalho: "ter alma sacerdotal".

Lição de vida simples, mas profunda, para todos nós...



segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Bastonário da Ordem dos Médicos de Portugal posiciona-se contra a eutanásia



O atual Bastonário da Ordem dos Médicos de Portugal (equivalente ao nosso Conselho Federal de Medicina junto à Associação Médica Brasileira), José Manuel Silva e seus últimos 4 predecessores assinaram um manifesto contra a eutanásia, o suicídio assistido e a distanásia. Segundo estes, "a eutanásia não é mais do que tirar a vida".

Esta declaração surge na esteira da repercussão do primeiro caso de eutanásia em um adolescente belga, ocorrido este ano.

Na carta, os bastonários afirmam que "o médico que as pratique nega o essencial da sua profissão, tornando-se causa da maior insegurança nos doentes e gerador de mortes inaceitáveis".

Leia a reportagem completa no Observador Portugal.


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Jovem de 17 anos é o primeiro eutanasiado na Bélgica



Meu Deus, onde vamos parar? Não basta a liberação do aborto na maioria dos países, agora a eutanásia em pessoas sem maturidade, muitas vezes, sequer para escolher a própria profissão?

Deus tenha piedade de nós...

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Jovem de 17 anos de idade se tornou o primeiro menor de idade a ser eutanasiado na Bélgica sob as novas leis, relata a BBC .

A Bélgica é o único país a permitir a eutanásia de menores de idade. De acordo com as leis, estabelecidas em 2014, aqueles que optam para serem considerados para eutanásia devem estar nos estágios finais de uma doença terminal e ter a capacidade racional de tomar decisões. A Holanda também permite a eutanásia de menores a partir de 12 anos de idade.

Comentando sobre o caso, o presidente da comissão federal pela eutanásia da Bélgica, Wim Distelmans, disse à emissora estatal RTBF  que enquanto, felizmente, pouquíssimas crianças são consideradas para eutanásia, isso não significa que elas devam ter negado o direito a uma morte digna.

Um estudo recente mostrou que 81% dos médicos na Bélgica e 86% dos médicos na Holanda conseguiam imaginar uma circunstância em que poderiam realizar uma eutanásia ou suicídio assistido por médico.
Nos EUA, 54% dos médicos eram da opinião de que o suicídio assistido por médico deveria ser permitido, comparado a 47% na Alemanha e no Reino Unido, 42% na Itália, 36% na Espanha e 30% na França.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Testemunho de uma médica católica



No recente Sínodo sobre a Família, ocorrido em outubro de 2015, a Dra Anca-Maria Cernea, Presidente da Associação dos Médicos Católicos de Bucareste (Romênia), apresentou ao Papa Francisco e aos bispos uma posição admirável pela clareza e fidelidade ao ensinamento da Igreja sobre a família, aplicada às complexidades das circunstâncias atuais.


Copiei do excelente blog Luzes de Esperança.

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“Sua Santidade, Padres Sinodais, irmãos e irmãs, eu represento a Associação dos Médicos Católicos de Bucareste.

Eu pertenço à Igreja Católica Greco-Romena.

Meu pai era um líder político cristão, e foi preso pelos comunistas por 17 anos. Meus pais estavam prestes a se casar, mas seu casamento aconteceu 17 anos depois.

Minha mãe esperou todos esses anos pelo meu pai, embora ela nem sabia se ele ainda estava vivo.

Eles foram heroicamente fieis a Deus e a seu compromisso.

O exemplo deles mostra que a graça de Deus pode superar as terríveis circunstâncias sociais e pobreza material.

Nós, como médicos católicos, defendendo a vida e a família, podemos ver que isso, antes de tudo, é uma batalha espiritual.

A pobreza material e o consumismo não são a causa principal da crise da família.

A principal causa da revolução sexual e cultural é ideológica.

Nossa Senhora de Fátima disse que os erros da Rússia se espalhariam por todo o mundo.

Tudo começou sob uma forma violenta, o marxismo clássico, matando dezenas de milhões.


Agora ele está sendo feito sobretudo pelo marxismo cultural.

Há uma continuidade da revolução sexual de Lenin, através de Gramsci e a Escola de Frankfurt, e atualmente com os direitos gays e a ideologia do gênero.

O marxismo clássico pretendia redesenhar a sociedade, através da violenta tomada da propriedade.

Agora, a revolução é mais profunda; ela pretende redefinir a família, a identidade sexual e a natureza humana.

Essa ideologia se autodenomina progressista. Mas isso não é nada mais do que a oferta da antiga serpente, para que o homem assuma o controle, substitua a Deus, para providenciar a salvação aqui, neste mundo.

É um erro de natureza religiosa, é o Gnosticismo.

É tarefa dos pastores reconhecer isso e avisar o rebanho contra este perigo.

“Buscai, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”

A missão da Igreja é salvar almas. O mal, neste mundo, provém do pecado. Não da disparidade de renda ou “mudança climática”.

A solução é: Evangelização. Conversão.

Sem um crescente controle do governo. Sem um governo mundial.

Estes são hoje os principais agentes que impõem o marxismo cultural em nossas nações, sob a forma de controle populacional, saúde reprodutiva, direitos dos homossexuais, a educação de gênero, e assim por diante.

O que o mundo necessita hoje em dia não é a limitação da liberdade, mas a verdadeira liberdade, a libertação do pecado. Salvação.

Nossa Igreja foi suprimida pela ocupação soviética. Mas nenhum dos nossos 12 bispos traiu sua comunhão com o Santo Padre.

Nossa Igreja sobreviveu graças à determinação e exemplo de nossos bispos em resistir às prisões e o terror.

Nossos bispos pediram à comunidade para não seguir o mundo. Não cooperar com os comunistas.

Agora precisamos de Roma para dizer ao mundo: “Arrependam-se de seus pecados e voltem-se para Deus pois o Reino dos Céus está próximo”.

Não somente nós, leigos católicos, mas também muitos cristãos ortodoxos estão ansiosamente rezando por este Sínodo.

Porque, como dizem, se a Igreja Católica ceder ao espírito deste mundo, vai ser muito difícil para todos os outros cristãos a resistir a ele.”

sábado, 11 de junho de 2016

Medicina e compaixão



O Papa Francisco recebeu em audiência nesta quinta-feira, 9, cerca de 150 diretores das Ordens dos Médicos da Espanha e da América Latina. Para Francisco, uma oportunidade de manifestar reconhecimento e gratidão a todos os profissionais da saúde que, no auxílio aos doentes, podem se tornar uma verdadeira personificação da misericórdia.

“A identidade e o compromisso do médico não se apoia somente em sua ciência e competência técnica, mas principalmente em sua atitude compassiva e misericordiosa aos que sofrem no corpo e no espírito. A compaixão é, de alguma forma, a alma da Medicina. A compaixão não é lástima, é padecer-com”, disse ainda Francisco.

Mas a compaixão nem sempre é bem vista na atual cultura tecnológica e individualista, ressaltou o Santo Padre. Ele chamou a atenção para a existência de pessoas que se escondem atrás de uma suposta compaixão para justificar e aprovar a morte de um doente. “Não, a verdadeira compaixão não marginaliza ninguém, não o humilha e nem o exclui, nem muito menos considera como algo bom o seu desaparecimento (…) Eu gosto de abençoar as mãos dos médicos como sinal de reconhecimento a esta compaixão que se torna carícia de saúde”, frisou o Papa.

Francisco observou que a tradição médica cristã sempre se inspirou na parábola do Bom Samaritano. É uma forma de se identificar com o amor do Filho de Deus que passou fazendo o bem e curando todos os oprimidos. “Quanto bem faz à Medicina pensar e sentir que a pessoa doente é nosso próximo, que é de nossa carne e sangue, e que em seu corpo dilacerado se reflete o mistério da carne do próprio Cristo!”

O Papa aconselhou o grupo de médicos a entender bem a recomendação de São Camilo de Lellis ao tratar os doentes: “Ponham mais coração nas mãos”. “A fragilidade, a dor e a enfermidade são uma provação dura para todos, inclusive para os médicos, são um chamado à paciência e ao padecer-com. Por isso, não se pode ceder à tentação funcionalista de aplicar soluções rápidas e drásticas, movidos por uma falsa compaixão ou por meros critérios de eficiência e redução de custos. Está em jogo a dignidade da vida humana. Está em jogo a dignidade da vocação médica”, sublinhou o pontífice.

Francisco agradeceu a todos os presentes pelos esforços que realizam para tornar dignos todos os dias de sua profissão e por acompanharem, cuidarem e valorizarem o dom que as pessoas doentes significam.

Fonte: Canção Nova

terça-feira, 17 de maio de 2016

Associação Americana de Pediatria fulmina a ideologia de gênero



A Associação Americana de Pediatria em seu site fulminou a ideologia de gênero em um comunicado muito técnico e sensato. Os autores, Michelle Cretella, Quentin Van Meter e Paul McHugh, afirmaram categoricamente que a ideologia de gênero é nociva às crianças e que todos nós nascemos com um sexo biológico, sendo os fatos, e não uma ideologia, que determinam a realidade.

Leia o comunicado na íntegra:

A Associação Americana de Pediatras urge educadores e legisladores a rejeitarem todas as políticas que condicionem as crianças a aceitarem como normal uma vida de personificação química e cirúrgica do sexo oposto. Fatos, não ideologia, determinam a realidade.

1. A sexualidade humana é um traço biológico binário objetivo: "XY" e "XX" são marcadores genéticos de saúde, não de um distúrbio. A norma para o design humano é ser concebido ou como macho ou como fêmea. A sexualidade humana é binária por design, com o óbvio propósito da reprodução e florescimento de nossa espécie. Esse princípio é auto-evidente. Os transtornos extremamente raros de diferenciação sexual (DDSs) — inclusive, mas não apenas, a feminização testicular e hiperplasia adrenal congênita — são todos desvios medicamente identificáveis da norma binária sexual, e são justamente reconhecidos como distúrbios do design humano. Indivíduos com DDSs não constituem um terceiro sexo.

2. Ninguém nasce com um gênero. Todos nascem com um sexo biológico. Gênero (uma consciência e percepção de si mesmo como homem ou mulher) é um conceito sociológico e psicológico, não um conceito biológico objetivo. Ninguém nasce com uma consciência de si mesmo como masculino ou feminino; essa consciência se desenvolve ao longo do tempo e, como todos os processos de desenvolvimento, pode ser descarrilada por percepções subjetivas, relacionamentos e experiências adversas da criança, desde a infância. Pessoas que se identificam como "se sentindo do sexo oposto" ou "em algum lugar entre os dois sexos" não compreendem um terceiro sexo. Elas permanecem homens biológicos ou mulheres biológicas.

3. A crença de uma pessoa, que ele ou ela é algo que não é, trata-se, na melhor das hipóteses, de um sinal de pensamento confuso. Quando um menino biologicamente saudável acredita que é uma menina, ou uma menina biologicamente saudável acredita que é um menino, um problema psicológico objetivo existe, que está na mente, não no corpo, e deve ser tratado como tal. Essas crianças sofrem de disforia de gênero (DG). Disforia de gênero, anteriormente chamada de transtorno de identidade de gênero (TIG), é um transtorno mental reconhecido pela mais recente edição do Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-V). As teorias psicodinâmicas e sociais de DG/TIG nunca foram refutadas.

4. A puberdade não é uma doença e hormônios que bloqueiam a puberdade podem ser perigosos. Reversíveis ou não, hormônios que bloqueiam a puberdade induzem a um estado doentio — a ausência de puberdade — e inibem o crescimento e a fertilidade em uma criança até então biologicamente saudável.

5. De acordo com o DSM-V, cerca de 98% de meninos e 88% de meninas confusas com o próprio gênero aceitam seu sexo biológico depois de passarem naturalmente pela puberdade.

6. Crianças que usam bloqueadores da puberdade para personificar o sexo oposto vão requerer hormônios do outro sexo no fim da adolescência. Esses hormônios (testosterona e estrogênio) estão associados com riscos à saúde, inclusive, mas não apenas, aumento da pressão arterial, formação de coágulos sanguíneos, acidente vascular cerebral e câncer.

7. Taxas de suicídio são vinte vezes maiores entre adultos que usam hormônios do sexo oposto e se submetem à cirurgia de mudança de sexo, mesmo na Suécia, que está entre os países mais afirmativos em relação aos LGBQT. Que pessoa compassiva e razoável seria capaz de condenar jovens crianças a este destino, sabendo que após a puberdade cerca de 88% das meninas e 98% dos meninos vão acabar aceitando a realidade e atingindo um estado de saúde física e mental?

8. Condicionar crianças a acreditar que uma vida inteira de personificação química e cirúrgica do sexo oposto é normal e saudável, é abuso infantil. Endossar discordância de gênero como normal através da rede pública de educação e de políticas legais irá confundir as crianças e os pais, levando mais crianças a serem apresentadas às "clínicas de gênero", onde lhes serão dados medicamentos bloqueadores da puberdade. Isso, por sua vez, praticamente garante que eles vão "escolher" uma vida inteira de hormônios cancerígenos e tóxicos do sexo oposto, além de levar em conta a possibilidade da mutilação cirúrgica desnecessária de partes saudáveis do seu corpo quando forem jovens adultos.

Michelle A. Cretella, M.D.
Presidente da Associação Americana de Pediatras

Quentin Van Meter, M.D.
Vice-Presidente da Associação Americana de Pediatras
Endocrinologista Pediátrico

Paul McHugh, M.D.
Professor Universitário de Psiquiatria da Universidade Johns Hopkins Medical School, detentor de medalha de distinguidos serviços prestados e ex-psiquiatra-chefe do Johns Hopkins Hospital

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Alagoas livre da ideologia de gênero nas escolas



Uma notícia excelente, que veio se somar à outra da semana passada: a Assembléia Legislativa de Alagoas derrubou os dois vetos do governador Renan Filho, que liberavam a doutrinação ideológica de cunho político partidário nas escolas e a famigerada ideologia de gênero.

O governador cedeu à pressão dos sindicatos dos professores do Estado, que defendem todas as bandeiras da esquerda, que sempre são contra a Igreja, contra a família, de cunho socialista marxista leninista trotskista - enfim: comunista.

Novamente, a grande responsável pelo enfrentamento desta luta foi a Igreja Católica, na pessoa de alguns padres, do Arcebispo e de leigos engajados.

O povo, finalmente, está percebendo a má intenção dos que querem tornar o Brasil um país comunista. Mas precisamos continuar atentos, a guerra apenas começou; ganhamos duas batalhas!

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Mais pesquisa sobre o vírus zika: o aborto não é solução



"Conter e lutar contra a propagação do vírus Zika e a consequente emergência sanitária é o maior desafio não só para os governos da América Latina, mas também para toda a comunidade internacional, que é solidária com as pessoas afetadas”. Esta é a referência contida na intervenção do Observador Permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas, mons. Bernard Auza.

O arcebispo falou durante um debate interativo sobre a propagação do vírus, organizado pelo Conselho Económico e Social da ONU para analisar esta emergência sanitária que atingiu especialmente a América Latina.

Em seu discurso – informado pela Rádio Vaticano – Mons. Auza ressaltou que o cerne da questão é o fortalecimento da pesquisa: “A suposta ligação entre Zika e má formação do feto – disse – é uma preocupação excessivamente grave, que merece uma ação coordenada da comunidade internacional”. Portanto, “é necessário mais investigação para determinar a ligação entre o vírus, os casos de microcefalia e a síndrome de Guillain-Barré.”

O prelado, solicitou especialmente aos governos para colaborarem para parar a difusão do vírus e fornecer aos infectados adequados tratamentos e acesso às curas necessárias, evitando o pânico e, especialmente, a promoção de práticas abortivas.

Não deixamos para trás “os pobres” “especialmente os anciãos, as crianças e os descapacitados”, com maior risco de não terem acesso “aos instrumentos de prevenção, às informações e aos tratamentos médicos”, disse Auza, contando entre os mais vulneráveis as gestantes e as crianças nos seus ventres.
Em todo caso, destacou, nem todas as mulheres grávidas infetadas correm o risco de dar à luz crianças doentes. Assim também esperam confirmações científicas as hipóteses de que o vírus seja transmitido sexualmente. Portanto, é necessário “adequada vigilância” e não “pânico”, sugeriu o observador da Santa Sé, denunciando o recente apelo de alguns membros dos governos e também do Departamento do Algo Comissariado da ONU, para a liberação de lei sobre aborto e o acesso aos remédios abortivos, como instrumento de prevenção para o nascimento de crianças doentes.

“Uma resposta ilegítima a esta crise”, – advertiu Auza – que, colocar fim à vida de uma criança “não é definitivamente prevenção”. A promoção de uma política tão radical – condenou o delegado do Vaticano – é a confirmação de uma falha da comunidade internacional para impedir a propagação da doença e desenvolver e fornecer os tratamentos médicos que têm necessidade as mulheres gestantes e as suas crianças, para evitar doenças no nascimento ou mitigar os seus efeitos e levar a gravidez a termo”.

O Observador Permanente da Santa Sé concluiu o seu discurso recordando “o dever de proteger toda a vida humana, saudável ​​ou deficiente, com igual empenho, não deixando ninguém para trás”.