segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Mais pesquisa sobre o vírus zika: o aborto não é solução



"Conter e lutar contra a propagação do vírus Zika e a consequente emergência sanitária é o maior desafio não só para os governos da América Latina, mas também para toda a comunidade internacional, que é solidária com as pessoas afetadas”. Esta é a referência contida na intervenção do Observador Permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas, mons. Bernard Auza.

O arcebispo falou durante um debate interativo sobre a propagação do vírus, organizado pelo Conselho Económico e Social da ONU para analisar esta emergência sanitária que atingiu especialmente a América Latina.

Em seu discurso – informado pela Rádio Vaticano – Mons. Auza ressaltou que o cerne da questão é o fortalecimento da pesquisa: “A suposta ligação entre Zika e má formação do feto – disse – é uma preocupação excessivamente grave, que merece uma ação coordenada da comunidade internacional”. Portanto, “é necessário mais investigação para determinar a ligação entre o vírus, os casos de microcefalia e a síndrome de Guillain-Barré.”

O prelado, solicitou especialmente aos governos para colaborarem para parar a difusão do vírus e fornecer aos infectados adequados tratamentos e acesso às curas necessárias, evitando o pânico e, especialmente, a promoção de práticas abortivas.

Não deixamos para trás “os pobres” “especialmente os anciãos, as crianças e os descapacitados”, com maior risco de não terem acesso “aos instrumentos de prevenção, às informações e aos tratamentos médicos”, disse Auza, contando entre os mais vulneráveis as gestantes e as crianças nos seus ventres.
Em todo caso, destacou, nem todas as mulheres grávidas infetadas correm o risco de dar à luz crianças doentes. Assim também esperam confirmações científicas as hipóteses de que o vírus seja transmitido sexualmente. Portanto, é necessário “adequada vigilância” e não “pânico”, sugeriu o observador da Santa Sé, denunciando o recente apelo de alguns membros dos governos e também do Departamento do Algo Comissariado da ONU, para a liberação de lei sobre aborto e o acesso aos remédios abortivos, como instrumento de prevenção para o nascimento de crianças doentes.

“Uma resposta ilegítima a esta crise”, – advertiu Auza – que, colocar fim à vida de uma criança “não é definitivamente prevenção”. A promoção de uma política tão radical – condenou o delegado do Vaticano – é a confirmação de uma falha da comunidade internacional para impedir a propagação da doença e desenvolver e fornecer os tratamentos médicos que têm necessidade as mulheres gestantes e as suas crianças, para evitar doenças no nascimento ou mitigar os seus efeitos e levar a gravidez a termo”.

O Observador Permanente da Santa Sé concluiu o seu discurso recordando “o dever de proteger toda a vida humana, saudável ​​ou deficiente, com igual empenho, não deixando ninguém para trás”.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Escolhemos a vida!



A Arquidiocese de Maceió, através da Pastoral da Saúde, convida todo o povo de Deus a participar do evento “Escolhemos a Vida”, que será realizado dia 09 de janeiro de 2016, no Calçadão do Centro, em frente à Igreja Nossa Senhora do Livramento, no Centro da cidade.

O evento está em sua terceira edição e tem por objetivo despertar a consciência da sociedade para uma reflexão mais humana em relação ao mal do aborto. Com orações, reflexões, apresentação teatral, a equipe de organização pretende esclarecer os riscos causados em decorrência desse mal e mobilizar a sociedade a participar ativamente na luta contra a legalização do aborto.

Serviço:

Escolhemos a Vida
Dia 09 de janeiro de 2016 (sábado), às 09h.
Local: em frente à Igreja Nossa Senhora do Livramento
Realização: Pastoral da Saúde/Arquidiocese de Maceió
Mais informações, através do http://facebook.com/escolhemosavidaarqmcz

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Feliz 2016!



Feliz 2016, meu caro leitor!

Que o novo ano que hoje começa seja melhor do que o ano que passou, com tantas más notícias na saúde e na política.

Que todos nós, juntos, possamos fazer um ano melhor e um país para viver.

Feliz ano novo para todos!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Apoiar aborto e eutanásia é falsa compaixão



O papa Francisco criticou neste sábado (15) a existência de uma "falsa compaixão" para justificar a ajuda às mulheres para realizar o aborto ou à prática da eutanásia em um doente. Em discurso na Associação de Médicos Católicos da Itália, no Vaticano, Francisco afirmou que existe um pensamento dominante que prega uma falsa compaixão que considera como uma ajuda à mulher favorecer o aborto.

Também criticou que o ato de procurar a eutanásia seja visto com dignidade, assim como "entender o nascimento de um filho como um direito e não como um dom, ou usar vidas humanas como porquinhos-da-índia para salvar presumivelmente outras".

"O abordo não é um problema religioso, nem sequer filosófico, mas científico porque se trata de uma vida humana. Não é lícito acabar com ela para resolver um problema", afirmou o papa. "Trata-se de um conceito que não pode mudar com o avanço dos anos, pois, no pensamento antigo ou moderno, matar significa sempre o mesmo", acrescentou.

Sobre a eutanásia, Francisco disse que pôr fim à vida de um doente é dizer não a Deus, um pecado contra o criador, ao considerar que o final da vida pode ser decidido pelos homens.

O papa pediu aos médicos que, nesses casos, tomem "decisões valentes, contracorrente". Em circunstâncias particulares, que "aproveitem da objeção de consciência".

"Vossa missão como médicos os põe em contato com muitas formas de sofrimento e, portanto, os encorajou que como encarregados de cuidar, como bons samaritanos, de maneira particular dos idosos, doentes e incapacitados".

Francisco lamentou que em um momento de grandes progressos científicos, que aumentam a possibilidade de cura de várias doenças, tenha ocorrido a diminuição da capacidade de cuidar das pessoas, sobretudo, dos que mais sofrem ou são frágeis. "As conquistas da ciência e da medicina podem contribuir à melhoria da vida humana na medida em que não se afastem das raízes éticas dessas disciplinas."

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A família e o projeto de Deus



Lúcidas palavras de Dom Orani Tempesta OCist, Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro.

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Os projetos de leis, os decretos do executivo e julgamentos do judiciário ultimamente têm seguido alguns caminhos ditados por uma mentalidade global que procura descontruir a família como sonhada no sábio projeto de Deus para a humanidade.
Diante dessas tentativas, convém refletirmos um pouco sobre a estrutura e finalidade da família à luz dos importantes ensinamentos da Santa Igreja. Afinal, para ela se voltam os olhares não só dos católicos, mas também de parte das mídias mundiais e de especialistas por ocasião da última semana do Sínodo Ordinário das Famílias, convocado pelo Papa Francisco.
Podemos, com a Palavra de Deus que é uma só, mas a nós transmitida por dois canais: a Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura tuteladas pelo Magistério da Igreja, seu guardião, bem como de bons teólogos e textos já trabalhados por outros defensores da família, expor alguns pontos fundamentais em defesa da família no projeto de Deus nos nossos dias.
Começamos, dizendo – seguindo o raciocínio de Dom Estêvão Bettencourt, OSB – que ela é uma instituição natural, núcleo da sociedade dos homens e mulheres. É na família que o indivíduo é ‘gente’ ou reconhecido como pessoa humana com o carinho que ele merece, ao passo que fora de casa o indivíduo muitas vezes é um mero número, impessoal e não raramente incômodo.
Daí se segue que, de acordo com a Lei Natural, a família tem seu fundamento na complementação física e psíquica que homem e mulher – e só eles – prestam um ao outro. Por isso, é uma instituição natural ou decorrente da própria natureza humana.
A sexualidade masculina e a feminina são intencionadas pelo Criador. São inconfundíveis entre si; não se deve procurar reduzir uma à outra. Homem e mulher foram por Deus dotados da mesma dignidade e dos mesmos direitos. Doando-se um ao outro a fim de, juntos, se doarem a Deus, encontram a sua plena realização.
O homem colabora para tanto com a sua racionalidade tendente à ação forte e, por vezes, fria, ao passo que a mulher oferece os dotes de sua intuição direta e profunda, muito sensível aos valores da vida e muito forte na sua paciência (cf. Curso sobre problemas de Fé e moral. Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, 2007, p. 149; cf. Catecismo da Igreja Católica n. 2331-2336; 2360-2363).
Para se realizar dentro do projeto de Deus, que não varia de acordo com os arbítrios, caprichos ou legisladores humanos, a família tem, dentro do grande patrimônio bimilenar da Igreja, alguns pontos comuns importantes a salientar:
A Monogamia: Para que haja um verdadeiro matrimônio é preciso que o homem e a mulher se entreguem totalmente um ao outro sem reservas. Daí apoligamia ferir esse componente básico do casamento por uma simples razão de bom-senso: ninguém pode doar-se plenamente mais de uma vez ou a mais de uma pessoa ao mesmo tempo (cf. Concílio de Trento, sessão 24, de 11 de nov. de 1563, citado por Collantes. La Fe de la Iglesia católica, n. 1259-1263; Familiaris consortio n. 19).
A Indissolubilidade: tem como sinônimo a estabilidade, pois a doação dos cônjuges há de ser incondicional, ou seja, em todos os momentos e circunstâncias da vida (na saúde e na doença, na alegria e na tristeza etc.) haverá o respeito e compreensão de ambos os lados. Disso decorre que a doação sob condição (“enquanto você for amigo...”) já não é total nem verdadeiro matrimônio.
Poderá replicar alguém: mas a legislação civil dá direito ao divórcio, ou seja, à dissolução de um casamento validamente contraído e consumado. Respondemos que é verdade, mas, no caso, vale a Lei Natural Moral, lei do Criador impressa na criatura (“marca do Fabricante”), que é a indissolubilidade, e não a lei humana positiva, defensora do divórcio (cf. FC n. 83-84).
A respeito disso, diz São João Crisóstomo: “Não apeles para as leis promulgadas pelos que estão fora... Naquele dia, Deus não te julgará por essas leis, mas por aquelas que Ele mesmo promulgou” (Comentário sobre 1Cor 7,39s). Em poucas palavras, esse Padre da Igreja Antiga sintetiza uma verdade essencial da Filosofia e da Teologia Moral: a lei humana positiva para ser válida deve ser eco da Lei Natural Moral.
Ora, os que estão “fora” ou se julgam – erroneamente, é claro –, independentes de Deus, fazem as leis a seu bel-prazer colocando-se muitas vezes no lugar do Criador e por essa razão tornam o seu código legal iníquo e arbitrário, desmerecedor do acatamento dos homens de fé.
Pois bem: Deus não julgará ninguém de nós de acordo com essas leis humanas desligadas da Lei Natural Moral, mas, sim, de acordo com elas, pois foram por Ele promulgadas, a fim de guiarem o homem e a mulher nos Seus caminhos. Ela é como que o manual do Fabricante em cada ser humano. Seguindo-o não se perderá, afastando-se dele cairá na desgraça, pois ninguém desobedece à natureza impunemente, conforme diz um provérbio popular: “Deus perdoa sempre; o ser humano às vezes; a natureza nunca!” (cf. FC n. 20).
Certo é que, com isso, a Igreja não deixa de atender aos casais cujos casamentos foram nulos, ou seja, que existiram só na aparência, mas não na realidade, daí podem e devem ser declarados nulos (nunca anulados se verdadeiramente existiram) pela Igreja. Também a Igreja pede atenção aos casais em situações difíceis ou em segunda união, sem que a primeira tenha sido nula. Sejam acolhidos na comunidade eclesial junto aos seus.
A Mútua complementação física e psíquica: sem esse sentir com o outro (sentire cum), não há verdadeiro matrimônio. Podem existir (e, sem dúvida, existem) desentendimentos em coisas secundárias, mas, no essencial, mulher e homem hão de se complementar harmoniosamente, conforme se lê na Encíclica Casti Connubii, do Papa Pio XI, de 31 de dezembro de 1930: “O mútuo aperfeiçoamento interior dos cônjuges, o persistente esforço de conduzir-se mutuamente à realização pode ser considerado, de acordo com o Catecismo Romano, com toda razão e verdade como razão fundamental e sentido próprio do matrimônio. Mas então o matrimônio há de ser encarado, em sentido estrito, não como instituição destinada a procriar e educar a prole, mas, em sentido mais largo, como comunidade plena de vida” (n. 24).
Também a Gaudium et Spes, do Concílio Vaticano II, diz, em seu número 50: “O matrimônio e o amor conjugal por sua própria índole, se ordenam à procriação e educação dos filhos. Aliás, os filhos são o dom mais excelente do matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais...”.
“O matrimônio, porém, não foi instituído apenas para a finalidade da procriação... Embora os filhos muitas vezes tão desejados, faltem, continua o matrimônio como íntima comunhão de toda a vida, conservando o seu valor e a sua indissolubilidade” (cf. FC n. 18 e 56).
A Educação dos filhos: Há uma ideologia, evidentemente errônea, segundo a qual o Estado deve ter cada vez mais ingerência na vida da família, talvez, ocupando o lugar natural que sempre coube aos pais – “com amor paterno e materno” – na educação dos filhos.
A essa mentalidade de fundo socialista, responde o Papa São João Paulo II, na Familiaris consortio n. 36, que “o dever de educar mergulha as raízes na vocação primordial dos cônjuges à participação na obra criadora de Deus: gerando no amor e por amor uma nova pessoa, que traz em si a vocação ao crescimento e ao desenvolvimento; os pais assumem por isso mesmo o dever de ajudá-la eficazmente a viver uma vida plenamente humana. Como recordou o Concílio Vaticano II: ‘Os pais, que transmitiram a vida aos filhos, têm uma gravíssima obrigação de educar a prole e, por isso, devem ser reconhecidos como seus primeiros e principais educadores. Esta função educativa é de tanto peso que, onde não existir, dificilmente poderá ser suprida. Com efeito, é dever dos pais criar um ambiente de tal modo animado pelo amor e pela piedade para com Deus e para com os homens que favoreça a completa educação pessoal e social dos filhos. A família é, portanto, a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade’”.
O dever dos pais na educação dos filhos é tão primordial que “por força de tal princípio o Estado não pode nem deve subtrair às famílias tarefas que elas podem igualmente desenvolver perfeitamente a sós ou livremente associadas, mas favorecer positivamente e solicitar o mais possível a iniciativa responsável das famílias. Convencidas de que o bem da família constitui um valor indispensável e irrenunciável da comunidade civil, as autoridades públicas devem fazer o possível por assegurar às famílias todas aquelas ajudas – econômicas, sociais, educativas, políticas, culturais de que têm necessidade para fazer frente de modo humano a todas as suas responsabilidades (FC n. 45).
Os pais têm a gravíssima obrigação de formar, no ministério da paternidade e da maternidade que lhes foi confiado por Deus no Sacramento do Matrimônio (FC n. 38), seus filhos para os princípios essenciais da vida de fé e os valores humanos. Daí a atenção dos cônjuges se voltarem para três importantes fatores educacionais: a educação sexual, os valores ensinados na escola convencional, pública ou particular, e a formação religiosa. Vejamos cada um deles:
a) Educação sexual: “Diante de uma cultura que ‘banaliza’ em grande parte a sexualidade humana, porque a interpreta e a vive de maneira limitada e empobrecida, coligando-a unicamente ao corpo e ao prazer egoístico, o serviço educativo dos pais deve dirigir-se com firmeza para uma cultura sexual que seja verdadeira e plenamente pessoal. A sexualidade, de fato, é uma riqueza de toda a pessoa – corpo, sentimento e alma – e manifesta o seu significado íntimo ao levar a pessoa ao dom de si no amor”.
Faz-se, portanto, importante que os pais eduquem seus filhos para a castidade que respeita, de modo nobre, o corpo humano segundo as normas éticas necessárias e precisas que garantam um crescimento pessoal responsável na sexualidade do homem e da mulher. Neste contexto, “a Igreja opõe-se firmemente a uma certa forma de informação sexual, desligada dos princípios morais, tão difundida, que não é senão uma introdução à experiência do prazer e um estímulo que leva à perda – ainda nos anos da inocência – da serenidade, abrindo as portas ao vício” (FC n. 37).
b) A relação dos pais com outras forças educativas: A família é, por direito inalienável, a primeira, mas não a única e exclusiva comunidade educativa dos filhos, pois fora dela existe o âmbito eclesial e civil. Eis a razão pela qual “o Estado e a Igreja têm obrigação de prestar às famílias todos os meios possíveis a fim de que possam exercer adequadamente os seus deveres educativos” (FC n. 40).
Todavia, caso se ensinem, nos colégios, “ideologias contrárias à fé cristã, cada família juntamente com outras, possivelmente mediante formas associativas, deve com todas as forças e com sabedoria ajudar os jovens a não se afastarem da fé. Neste caso, a família tem necessidade de especial ajuda da parte dos pastores, que não poderão esquecer o direito inviolável dos pais de confiar os seus filhos à comunidade eclesial”.
c) Formação religiosa: “O Concílio Vaticano II precisa assim o conteúdo da educação cristã: ‘Esta procura dar não só a maturidade de pessoa humana... mas tende principalmente a fazer com que os batizados, enquanto são introduzidos gradualmente no conhecimento do mistério da salvação, se tornem cada vez mais conscientes do dom da fé que receberam; aprendam, principalmente na ação litúrgica, a adorar a Deus Pai em espírito e verdade (cf. Jo 4,23), disponham-se a levar a própria vida segundo o homem novo em justiça e santidade de verdade (Ef 4,22-24); e assim se aproximem do homem perfeito, da idade plena de Cristo (cf. Ef 4,13) e colaborem no aumento do Corpo Místico. Além disso, conscientes da sua vocação, habituem-se quer a testemunhar a esperança que neles existe (cf. 1 Ped. 3, 15), quer a ajudar a conformação cristã no mundo’.” (FC n. 39).
O cristão nunca deve se esquecer, por mais que isso lhe custe perseguições, de que Deus criou homem e mulher e o homem deixará seu pai e sua mãe, se unirá à mulher e já não serão dois, mas uma só carne (Gn 1-3; Mc 10,11s; Lc 16,18 e 1 Cor 7,10; Ef 5,21-33).
Agora que estamos chegando ao final deste Sínodo dos Bispos sobre a Família, onde vimos com muita clareza a preocupação com os mais necessitados e, por outro lado, também a importância de uma boa preparação para o matrimônio, sempre é bom recordar verdades que nos conduzam à construção de um mundo novo.

Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

domingo, 30 de agosto de 2015

Gineco obstetras uruguaios poderão opor-se a realizar abortos



Uruguai: ginecologistas poderão opor-se a realizar abortos
O Tribunal Administrativo decidiu a favor do direito legítimo dos médicos à objecção de consciência
Por Redação
 
Roma, (ZENIT.org)

O Tribunal Contencioso Administrativo do Uruguai (TCA) decidiu a favor de um grupo de ginecologistas que apresentaram recurso para impugnar 11 dos 42 artigos da lei que regulamenta a “interrupção da gravidez” no país. Na sentença 586/2015 de 11 de Agosto, os membros do TCA cancelam sete dos onze artigos que os médicos rejeitaram.

Os ginecologistas argumentavam que o Decreto Regulamentar n.º 375/012 da Lei 18.987 restringia “ilegitimamente o exercício do direito à objeção de consciência do pessoal sanitário”.
A partir de agora, qualquer médico poderá exercer o seu legítimo direito à objeção de consciência e abster-se de participar em qualquer etapa do procedimento para realizar um aborto.

No decreto original, os médicos objetores de consciência só podiam manifestar-se contrários a praticar um aborto no momento de realizar a curetagem ou prescrever a droga para abortar. Além do mais eram obrigados a participar na primeira consulta da mulher com uma equipe interdisciplinar e assinar o "formulário de interrupção voluntária da gravidez”.

O TCA afirma que "a pessoa que assina este formulário está participando ativa e diretamente no processo do aborto, ao qual não se permite objetar, mas se obriga a intervir”.

Para Gianni Gutierrez e Agustín Amonte, advogados dos médicos, “a sentença do TCA é contundente na defesa da liberdade e do exercício da profissão médica” porque permite que a objeção seja praticada “na sua máxima expressão”.

As mulheres uruguaias estão autorizadas a abortar em um prazo de doze semanas, até 14, quando foram vítimas de um estupro, e sem prazo quando existe risco para a saúde da mãe ou o feto é inviável. Para ter acesso à “interrupção voluntária da gravidez”, as mulheres devem passar antes pela consulta de um ginecologista, um psicólogo e um assistente social e, em seguida, deve cumprir um prazo de cinco dias de reflexão.

Em 2014, no Uruguay, foram realizados 8.599 abortos. Esta prática foi descriminalizada pelo governo de José Mujica no final de 2012.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

O Homem do Sudário



Esta semana, fui conhecer a exposição "O Homem do Sudário", que está em um shopping center aqui em Maceió.

Impactante. Não há outra palavra para descrever a exposição. Nela, é explicado o contexto histórico, uma explicação científica sobre a crucifixão, dados médicos sobre a morte na cruz, e todos os detalhes, com fotos coloridas do Sudário de Turim.




Além disso, existem réplicas dos pregos usados na crucificação, da coroa de espinhos, das moedas que foram colocadas sobre os olhos de Jesus, dos flagelos usados pelos soldados, da lança. No final, uma réplica em tamanho natural do Sudário e do Cristo morto. Impressionante!



Vale a pena ver. Reacende a nossa fé, ao imaginar o tamanho do sofrimento de Jesus Cristo, por amor a nós, pecadores.



A exposição fica em Maceió até o dia 30/08, no shopping Parque. A entrada é um quilo de alimento não perecível.

Para saber mais:

http://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2015/07/exposicao-internacional-quem-e-o-homem-do-sudario-chega-maceio.html

http://maceioparqueshopping.com.br/acontece/exposicao-internacional-sobre-o-sudario-chega-pela-1a-vez-a-maceio-no-parque-shopping/

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Papa apela à unidade na luta contra a AIDS

 
 
Francisco envia carta aos participantes da Conferência sobre o HIV/AIDS realizada no Canadá
 
Roma, (ZENIT.org)

"Na luta contra a AIDS é necessário estarmos unidos se quisermos vencer". Foi o que disse o Santo Padre Francisco em mensagem enviada a 8ª Conferência da Sociedade Internacional da AIDS, sobre HIV Patogênese, Tratamento e Prevenção, realizada em Vancouver, Canadá, de 19 a 22 de julho.

Unidos é possível vencer. Este é o significado da mensagem do Papa Francisco na qual ele expressa sua "estima" por aqueles que se dedicam em salvar vidas, particularmente através da terapia antirretroviral e do tratamento de prevenção. Tais esforços "testemunham a possibilidade de um resultado positivo quando todos os setores da sociedade se unem por um objetivo comum", disse o Papa.

Francisco garantiu aos participantes as suas orações, na esperança que os avanços na farmacologia, no tratamento e na pesquisa sejam acompanhados por um "compromisso firme para promover o desenvolvimento integral de cada pessoa como um filho amado de Deus".

A mensagem do Santo Padre, assinada pelo Cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin, foi enviada ao Dr. Julio Montaner, co-presidente da Conferência e diretor do Centro de HIV/AIDS do hospital São Paulo em Vancouver.

Conforme relatado pela Rádio Vaticano, trata-se de uma instituição de inspiração católica, fundada pelas Irmãs da Providência, e tem-se distinguido para demonstrar que o diagnóstico precoce e o tratamento de pessoas vivendo com o HIV não só salva vidas, mas também é 96% eficaz na prevenção da propagação da doença.

O principal tema da conferência deste ano foi "tratamento como prevenção". Especialistas internacionais acreditam que poderiam debelar o HIV como emergência de saúde até 2030, se pelo menos 90% de todas as pessoas infectadas fossem corretamente diagnosticadas e tivessem acesso ao tratamento antirretroviral.


sábado, 20 de junho de 2015

Encontro da Pastoral da AIDS em Maceió




Acontece neste fim de semana, no Recanto Sagrado Coração de Jesus, em Maceió, o encontro de formação e sensibilização das Pastorais da AIDS do regional Nordeste 2, e eu tive a honra de ser convidado para falar sobre HIV e AIDS aos participantes, que eram mais de 40 pessoas.

Foi um encontro muito produtivo, com grande participação de todos. Estavam presentes, além dos participantes das várias dioceses, o assistente espiritual nacional, frei Luiz Carlos Lunardi.

A AIDS continua a ser um grande desafio para todos, principalmente nestes tempos de muita confusão, hedonismo e distanciamento de Deus pelo homem.

Que Deus nos ajude a continuarmos a enfrentar este e os outros desafios que temos pela frente!