sexta-feira, 28 de março de 2025

Cinco anos de pandemia


 

Olá, meu leitor

Nesta semana, lembramos os cinco anos do início da pandemia de coronavirus, que mexeu com todo o mundo, literalmente.

Ainda naquele março de 2020, o Papa Francisco rezou pelo mundo inteiro na Praça de São Pedro vazia, em uma noite chuvosa. O Papa, já idoso, caminhando sozinho pela Praça, foi uma imagem impactante, que percorreu o mundo.

Na sua homilia, naquela ocasião, o Papa falou:

“Há semanas, parece que a tarde caiu. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo de um silêncio ensurdecedor e de um vazio desolador… Nos vimos amedrontados e perdidos.”

Depois, o Papa lembrou que estamos todos no mesmo barco, chamados a remar juntos.

Neste mesmo barco, seja com os discípulos, seja conosco agora, está Jesus. Em meio à tempestade, Ele dorme – o único relato no Evangelho de Jesus que dorme – notou Francisco. Ao ser despertado, questiona: «Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» (4, 40). 

“A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades. Mostra-nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade.”


Francisco cita o exemplo de pessoas que doaram a sua vida e estão escrevendo hoje os momentos decisivos da nossa história. Não são pessoas famosas, mas são “médicos, enfermeiros, funcionários de supermercados, pessoal da limpeza, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho”.

“É diante do sofrimento que se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos”, afirmou o Papa, que recordou que a oração e o serviço silencioso são as nossas “armas vencedoras”.

"A tempestade nos mostra que não somos autossuficientes, que sozinhos afundamos. Por isso, devemos convidar Jesus a embarcar em nossas vidas. Com Ele a bordo, não naufragamos, porque esta é a força de Deus: transformar em bem tudo o que nos acontece, inclusive as coisas negativas. Com Deus, a vida jamais morre."

Hoje estamos em uma fase mais tranquila, ainda em pandemia, mas saímos da emergência sanitária.

Que Deus nos ajude a enfrentar as tempestades da vida com serenidade.

Até a próxima!


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Os defensores do aborto não desistem...



 
Olá, meu leitor


Os defensores do aborto não desistem. Já tentaram aprovar o aborto de várias maneiras no congresso nacional; graças a Deus, nunca conseguiram.

Então partiram para outra frente de batalha: tentar aprovar leis na marra, via STF.


A nova ofensiva é pedir que enfermeiros possam fazer abortos sem a presença de um médico, pois esta exigência estaria "tirando o direito de meninas e mulheres abortarem".

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e a Associação Brasileira de Enfermagem (Aben) estão a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) que enfermeiros possam realizar abortos legais. A ação questiona a interpretação do Código Penal que restringe o procedimento aos médicos.

O CFM (Conselho Federal de Medicina) já se posicionou contra esta ação e está tomando as medidas cabíveis.

Espero que mais esta tentativa de legalizar o aborto em nosso país não seja aprovada.


Peçamos a intercessão de nossos santos médicos, especialmente Santa Gianna Beretta Molla

São Lucas, rogai por nós!


terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Dia mundial dos Doentes 2025


 

Olá, meu leitor

Como de costume, neste dia 11 de fevereiro, memória litúrgica de NS Lourdes, o Papa costuma dirigir uma palavra aos doentes e às pessoas que cuidam desses doentes.

Segue aqui a reflexão de hoje.

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«A esperança não engana» (Rm 5, 5)  e fortalece-nos nas tribulações

Queridos irmãos e irmãs! Estamos a celebrar o XXXIII Dia Mundial do Doente no Ano Jubilar de 2025, durante o qual a Igreja convida a tornarmo-nos “peregrinos de esperança”. Nisto, somos acompanhados pela Palavra de Deus que, através de São Paulo, nos transmite uma mensagem de grande encorajamento: «A esperança não engana» (Rm 5, 5), aliás, fortalece-nos nas tribulações.

São expressões reconfortantes, mas que podem levantar algumas questões, sobretudo em quem sofre. Por exemplo: como é que nos mantemos fortes quando somos feridos na carne por doenças graves, que nos incapacitam, que talvez exijam tratamentos cujos custos vão para além das nossas possibilidades? Como fazê-lo quando, não obstante o nosso próprio sofrimento, vemos o daqueles que nos amam e que, embora próximos de nós, se sentem impotentes para nos ajudar? Em todas estas circunstâncias, sentimos a necessidade de um apoio maior do que nós: precisamos da ajuda de Deus, da sua graça, da sua Providência, daquela força que é dom do seu Espírito (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1808)

Detenhamo-nos, pois, por momentos, a refletir sobre a presença de Deus junto dos que sofrem, particularmente nos três aspetos que a caracterizam: o encontro, o dom e a partilha.

1. O encontro. Quando Jesus envia os setenta e dois discípulos em missão (cf. Lc 10, 1-9), exorta-os a dizer aos doentes: «O Reino de Deus já está próximo de vós» (v. 9). Ou seja, pedelhes que os ajudem a aproveitar a oportunidade de encontro com o Senhor, mesmo na doença, por muito que seja dolorosa e difícil de compreender. Com efeito, no momento da doença, se por um lado sentimos toda a nossa fragilidade – física, psíquica e espiritual – de criaturas, por outro lado experimentamos a proximidade e a compaixão de Deus, que em Jesus participou do nosso sofrimento. Ele não nos abandona e, muitas vezes, surpreende com o dom de uma tenacidade que nunca pensámos possuir e que, sozinhos, não teríamos encontrado

A doença torna-se então a oportunidade para um encontro que nos transforma, a descoberta de uma rocha firme na qual descobrimos que podemos ancorar-nos para enfrentar as tempestades da vida: uma experiência que, mesmo no sacrifício, nos torna mais fortes, porque mais conscientes de não estarmos sós. Por isso se diz que a dor traz sempre consigo um mistério de salvação, porque nos faz experimentar, de forma próxima e real, a consolação que vem de Deus, a ponto de «conhecer a plenitude do Evangelho com todas as suas promessas e a sua vida» (São João Paulo II, Discurso aos jovens, Nova Orleães, 12 de setembro de 1987).

2. E isto leva-nos ao segundo ponto de reflexão: o dom. Efetivamente, em nenhuma outra ocasião como no sofrimento, nos damos conta que toda a esperança vem do Senhor e que, assim sendo, é antes de mais um dom a acolher e a cultivar, permanecendo «fiéis à fidelidade de Deus», segundo a linda expressão de Madeleine Delbrêl (cf. A esperança é uma luz na noite, Cidade do Vaticano 2024, Prefácio).

Além disso, só na ressurreição de Cristo é que cada um dos nossos destinos encontra o seu lugar no horizonte infinito da eternidade. Só da sua Páscoa nos vem a certeza de que nada, «nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem o abismo, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus» (Rm 8, 38-39). E desta “grande esperança” derivam todos os outros raios de luz com que se podem ultrapassar as provações e os obstáculos da vida (cf. Bento XVI, Carta enc. Spe salvi, 27.31). E não apenas isso, porque o Ressuscitado também caminha connosco, fazendo-se nosso companheiro de viagem, como aconteceu com os discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-53). À semelhança destes, também nós podemos partilhar com Ele as nossas perturbações, preocupações e desilusões, podemos escutar a sua Palavra que nos ilumina e faz arder o coração, e reconhecê-Lo presente ao partir o Pão, recolhendo do seu estar connosco, apesar dos limites do tempo presente, aquele “mais além” que, ao aproximar-se, nos restitui a coragem e a confiança. 

3. E assim chegamos ao terceiro aspeto, o da partilha. Os lugares onde se sofre são frequentemente espaços de partilha, nos quais nos enriquecemos uns aos outros. Quantas vezes se aprende a esperar à cabeceira de um doente! Quantas vezes se aprende a crer ao lado de quem sofre! Quantas vezes descobrimos o amor inclinando-nos sobre quem tem necessidades! Ou seja, apercebemo-nos de que todos juntos somos “anjos” de esperança, mensageiros de Deus, uns para os outros: doentes, médicos, enfermeiros, familiares, amigos, sacerdotes, religiosos e religiosas. E isto, onde quer que estejamos: nas famílias, nos ambulatórios, nas unidades de cuidados, nos hospitais e nas clínicas.

É importante saber captar a beleza e o alcance destes encontros de graça, e aprender a anotá-los na alma para não os esquecermos: guardar no coração o sorriso amável de um profissional de saúde, o olhar agradecido e confiante de um doente, o rosto compreensivo e atencioso de um médico ou de um voluntário, o rosto expetante e trepidante de um cônjuge, de um filho, de um neto, de um querido amigo. Todos eles são raios de luz que é preciso valorizar e que, mesmo durante a escuridão das provações, não só dão força, mas dão o verdadeiro sabor da vida, no amor e na proximidade (cf. Lc 10, 25-37).

 Queridos doentes, queridos irmãos e irmãs que cuidais de quem sofre, neste Jubileu, mais do que nunca, vós desempenhais um papel especial. Na verdade, o vosso caminhar juntos é um sinal para todos, «um hino à dignidade humana, um canto de esperança» (Bula Spes non confundit, 11), cuja voz vai muito além dos quartos e das camas dos lugares de assistência em que vos encontrais, estimulando e encorajando na caridade «a sincronização de toda a sociedade» (ibid.), numa harmonia por vezes difícil de alcançar, mas por isso mesmo dulcíssima e forte, capaz de levar luz e calor aonde é mais necessário.

Toda a Igreja vos agradece por isso! Também eu o faço e rezo por vós, confiando-vos a Maria, Saúde dos Enfermos, através das palavras com que tantos irmãos e irmãs, nas suas necessidades, se dirigiram a Ela:

À vossa proteção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.

A todos vós, juntamente com as vossas famílias e entes queridos, vos abençoo e peço, por favor, que não vos esqueçais de rezar por mim.

Roma – São João de Latrão, 14 de janeiro de 2025

Francisco


sexta-feira, 21 de junho de 2024

Aborto volta ao debate no Brasil

 



Olá, meu leitor!

O aborto voltou à cena no Brasil, pela enésima vez. Um tema que sequer deveria ser discutido, pois trata-se, simplesmente, do assassinato covarde e cruel de uma criança completamente indefesa.

Mas os defensores do aborto não desistem. Tentam de todas as formas aprovar este crime hediondo, seja pela via legislativa, seja por via judicial. Conseguiram algumas vitórias pontuais, mas sofreram uma grande derrota, com a vitória, até agora parcial, do PL 1904, que equipara o aborto com mais de 22 semanas de gestação ao homicídio.

A vida humana é o maior bem que todos nós temos, não pode ser condicional nem ser de segunda classe.

Uma mulher grávida, independentemente da forma como engravidou, se foi intencional ou não, carrega uma criança, outro ser humano, em seu ventre. Quando se unem óvulo e espermatozóide, ali começa uma nova vida humana, com corpo e alma, não outro ser qualquer. Portanto, ninguém tem o direito de decidir se aquela nova vida seguirá ou não.

Infelizmente, vemos pessoas, até bem intencionadas, terem opiniões distorcidas e aprovarem o aborto "em certas condições", como gravidez resultante de estupro ou em caso de malformações graves.

Nenhuma condição se sobrepõe ao valor absoluto da vida humana, nem a vida humana pode ser regulada por ideologias, filosofias, valores partidários etc.

Não ao aborto!



terça-feira, 3 de maio de 2022

Suprema Corte dos USA dá sinais que vai derrubar o direito ao aborto

 



Esta semana, o vazamento de um documento interno preliminar da Suprema Corte dos USA (equivale ao nosso STF) dá indicação de mudança de entendimento sobre o tristemente célebre caso Roe x Wade, que entendeu ser o aborto direito das mulheres americanas.

O direito ao aborto, nos USA, existe desde 1973, mas nunca foi consenso. Na época, o caso foi decidido a favor do aborto por uma suprema corte de maioria democrata, historicamente favorável ao aborto.

A Suprema Corte atual tem maioria conservadora, de posição contrária ao aborto.

Que Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa, ilumine as mentes e os corações para livrar a todos do flagelo do aborto.

Para ler mais:

https://www.poder360.com.br/internacional/suprema-corte-dos-eua-deve-derrubar-direito-ao-aborto/

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-61305145


quinta-feira, 16 de setembro de 2021

IV Encontro Nacional dos Médicos Católicos


 


Acontecerá em Brasília, DF, o primeiro encontro brasileiro dos médicos católicos e, se Deus permitir, a fundação da Associação Nacional dos Médicos Católicos.

O encontro acontecerá de 12 a 14 de novembro de 2021, na Paróquia Nossa Senhora da Esperança, em Brasília, DF

Este encontro está sendo organizado pela associação dos médicos católicos de Brasília.

Inscrições:

https://congresso.medicoscatolicos.com.br

Até lá!




sexta-feira, 12 de março de 2021

Um ano de pandemia de Covid19

 



Olá, meu leitor


Ontem, 11 de março de 2021, completou-se um ano da declaração de pandemia do novo coronavírus pela OMS.

No mundo, hoje, ocorreram mais de 118 milhões de casos, destes, 2.600.000 mortes.

Aqui no Brasil, houve 11.000.000 de casos e mais de 265.000 mortes.

O surgimento de novas variantes e o cansaço da população, que leva ao afrouxamento das medidas sanitárias, aliado ao negacionismo de muitos, que ainda não entenderam o tamanho do problema que estamos vivendo, está nos levando ao colapso do sistema de saúde em muitos Estados brasileiros.

A politização da pandemia só nos trouxe tristeza e atrasos, como o negacionismo das vacinas, única arma realmente efetiva nesta luta, além da aposta em tratamentos ineficazes...

As equipes de saúde estão esgotadas, desfalcadas, saturadas. E ainda temos muito chão pela frente...

Há alguns dias, encontrei este vídeo com uma música muito apropriada para este momento terrível que estamos vivendo. Que ela sirva como uma injeção de ânimo nesta luta tão difícil.

Como dia a letra, resistiremos! E que Deus continue a nos ajudar a resistir, enfrentar e lutar!




sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Adeus, 2020. A Deus, 2021

 


 

Olá, meu leitor!

 

 Dois mil e vinte foi, definitivamente, o ano do coronavirus. Este virus chinês colocou o mundo de joelhos e fez-nos ver que, apesar de todo o progresso material, científico, cultural, ainda somos apenas o que somos: seres frágeis, limitados, fracos.

A covid19 veio nos mostrar o quanto dependemos da Natureza, o quanto dependemos e precisamos uns dos outros e, principalmente, o quanto dependemos de Deus.

Estamos ainda engatinhando na nossa luta contra este virus, que não respeita fronteiras, países, culturas, climas, poderio tecnológico e militar. Muito já foi feito, mas muito ainda precisa ser feito.

Todos fomos afetados, de maneiras e intensidades diferentes. Para muitos isolamento, trabalho de casa, crianças fora da escola, desemprego. Para outros, como os profissionais da saúde, muito trabalho, incessante, cansativo, com risco da própria vida - e muitos tombaram nesta guerra...

Dois mil e vinte e um vai ser um ano misto: no início, uma continuação de 2020: máscaras, distanciamento, álcool gel. Ainda teremos muitos casos, infelizmente. Quando chegarem as vacinas, após todos se vacinarem e atingirmos a tão sonhada imunidade de rebanho, poderemos começar a voltar a nossa vida normal; creio que no segundo semestre começaremos o retorno a normalidade.

Que Deus nos ajude a enfrentar tão grande alteração nas nossas vidas. Que Ele ampare e conforte os doentes e familiares desta doença terrível, receba os mortos em seus braços de Pai e continue dando forças a todos nós que trabalhamos nesta pandemia.

Feliz 2021!


sábado, 24 de outubro de 2020

Consenso de Genebra pede o fim da promoção do aborto

 



O Brasil e outros 31 países assinaram nesta quinta-feira (22) o Consenso de Genebra, um acordo internacional em defesa da vida, da saúde das mulheres, do fortalecimento da família e da soberania de cada nação na política global. Brasil, Estados Unidos, Egito, Hungria, Indonésia e Uganda comandaram a formulação do acordo.

Pelo Brasil, participaram do evento com vídeos gravados a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), Damares Alves, e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, esteve ao vivo no evento, que ocorreu por videoconferência.

“É a primeira vez que uma coalizão multilateral foi construída em torno do tema da defesa da vida”, afirmou Pompeo. “Juntos, representamos todas as maiores religiões do mundo. É um grupo de países que respeita a vida, e os Estados Unidos estão orgulhosos de estar entre eles.”

Segundo Pompeo, o acordo representa “mais do que concordar quanto à importância desses temas”. “Estamos firmando um compromisso de trabalhar juntos dentro das Nações Unidas e em outras plataformas internacionais para atingir resultados concretos”, disse o secretário de Donald Trump.

As conversas e reuniões que levaram à elaboração do Consenso de Genebra se deram no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU). A celebração do acordo ocorre cinco meses depois do previsto inicialmente – havia sido marcada para maio deste ano, na assembleia anual da Organização Mundial da Saúde (OMS), mas a pandemia da Covid-19 forçou o adiamento.

No vídeo que gravou para o evento, o chanceler brasileiro Ernesto Araújo afirmou que o Brasil assume o “mais alto compromisso de promover a saúde e assegurar o bem estar das mulheres” e defende “a centralidade da família como unidade fundamental da sociedade”.

"Rejeitamos categoricamente o aborto como método de planejamento familiar, assim como toda e qualquer iniciativa em favor de um direito internacional ao aborto, ou que insinue esse direito, ainda que veladamente”, disse Araújo.

Alex Azar, secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, discursou ao vivo no evento, e foi incisivo em suas críticas a agências da ONU e a nações desenvolvidas. Ele afirmou que as nações signatárias do Consenso de Genebra pedem que a ONU e suas agências foquem em esforços concretos que desfrutem de consenso amplo entre estados-membros, em vez de tentar introduzir conceitos que nunca serão um consenso.

“Com frequência cada vez maior, algumas nações ricas e agências da ONU ligadas a elas estão equivocadamente pregando o aborto como um direito humano universal. Esses esforços pressionam países a instituírem leis a favor do aborto ou se arriscarem a perder investimentos ou status em fóruns internacionais”, disse Azar.

“Tragicamente, mulheres ao redor do mundo sofrem problemas de saúde – às vezes, problemas fatais –, enquanto várias nações ricas e instituições internacionais colocam um enfoque míope em uma agenda radical que é ofensiva para muitas culturas”, afirmou.

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/consenso-de-genebra-onu-aborto/ 

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sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Um cavalo vale mais que uma criança?

 

 

Olá, meu leitor!

Dois fatos relacionados à vida aconteceram estes dias aqui no Brasil, e a inversão de valores é gritante.

No dia 20 de julho, a OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, entrou com uma representação no STF, em nome da égua Flor (você não leu errado: égua, fêmea do cavalo)  para suspender a eutanásia do animal, que estava prenha, e tinha uma doença crônica incurável, mas não transmissível para humanos. 

Neste mês de agosto de 2020, uma criança de 11 anos, no Espírito Santo, que vinha sendo estuprada desde os 6 anos por um tio, foi levada às pressas para o Recife para fazer o abortamento do filho, já com 22 semanas - quase 6 meses! Pasmem: a promotoria de justiça quer saber quem são os fundamentalistas que tentaram convencer a criança a não abortar!

O estuprador da criança tem que ser preso e punido exemplarmente, nada justifica a pedofilia e pior: a criança engravidou!

Porém, ao defender e realizar o aborto em um domingo de tarde, quase às escondidas, apressadamente, para não dar tempo nem oportunidade de tentar salvar as duas crianças, os defensores desta atrocidade, além de terem matado um inocente completamente indefeso, ainda conseguiram colocar outro trauma na jovem mãe: o de ter abortado...

Hoje a medicina consegue salvar crianças que nasceram com 5 meses de gestação. Será que não havia mesmo condições de aguardar o termo da gestação e então entregar a criança para adoção? Será que havia realmente necessidade disso tudo?

Nada contra os cavalos, mas seria necessário recorrer ao STF por causa de um equino, por mais valioso que fosse?

Analisando as duas notícias, vemos que um cavalo tem mais valor que uma criança, neste nosso Brasil. E o meu querido Estado de Pernambuco, onde nasci, está se tornando a terra do aborto. Muito triste...

Que Deus tenha piedade de nós...


sexta-feira, 27 de março de 2020

Papa reza pelo fim da epidemia de coronavirus



Papa Francisco: Abraçar o Senhor para abraçar a esperança

Com o cenário inédito da Praça São Pedro vazia com o Papa Francisco diante da Basílica Vaticana, o Pontífice afirmou que é "diante do sofrimento que se mede o verdadeiro desenvolvimento dos povos”. Francisco falou ainda da ilusão de pensar :que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente".

Abraçar o Senhor para abraçar a esperança:

Esta é a mensagem do Papa Francisco aos fiéis de todo o mundo que, neste momento, se encontram em meio à tempestade causada pela pandemia do coronavírus.

Diante de uma Praça São Pedro completamente vazia, mas em sintonia com milhões de pessoas através dos meios de comunicação, o trecho escolhido para a oração dos fiéis foi a tempestade acalmada por Jesus, extraído do Evangelho de Marcos.

E foi esta passagem bíblica que inspirou a homilia do Santo Padre, que começa com o “entardecer…”.

“Há semanas, parece que a tarde caiu. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo de um silêncio ensurdecedor e de um vazio desolador… Nos vimos amedrontados e perdidos.”

Estamos todos no mesmo barco

Estes mesmos sentimentos, porém, acrescentou o Papa, nos fizeram entender que estamos todos no mesmo barco, “chamados a remar juntos”.

Neste mesmo barco, seja com os discípulos, seja conosco agora, está Jesus. Em meio à tempestade, Ele dorme – o único relato no Evangelho de Jesus que dorme – notou Francisco. Ao ser despertado, questiona: «Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?» (4, 40).

“A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades. Mostra-nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade.”

A ilusão de pensar que continuaríamos saudáveis num mundo doente.

Com a tempestade, afirmou o Papa, cai o nosso “ego” sempre preocupado com a própria imagem e vem à tona a abençoada pertença comum que não podemos ignorar: a pertença como irmãos.

“Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: «Acorda, Senhor!»”

O Senhor então nos dirige um apelo, um apelo à fé. Nos chama a viver este tempo de provação como um tempo de decisão: o tempo de escolher o que conta e o que passa, de separar aquilo que é necessário daquilo que não é. “O tempo de reajustar a rota da vida rumo ao Senhor e aos outros.” 

A heroicidade dos anônimos

Francisco cita o exemplo de pessoas que doaram a sua vida e estão escrevendo hoje os momentos decisivos da nossa história. Não são pessoas famosas, mas são “médicos, enfermeiros, funcionários de supermercados, pessoal da limpeza, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho”.

“É diante do sofrimento que se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos”, afirmou o Papa, que recordou que a oração e o serviço silencioso são as nossas “armas vencedoras”.

A tempestade nos mostra que não somos autossuficientes, que sozinhos afundamos. Por isso, devemos convidar Jesus a embarcar em nossas vidas. Com Ele a bordo, não naufragamos, porque esta é a força de Deus: transformar em bem tudo o que nos acontece, inclusive as coisas negativas. Com Deus, a vida jamais morre.

Temos uma esperança

Em meio à tempestade, o Senhor nos interpela e pede que nos despertemos. “Temos uma âncora: na sua cruz fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor.”

Abraçar a sua cruz, explicou o Papa, significa encontrar a coragem de abraçar todas as contrariedades da hora atual, abandonando por um momento a nossa ânsia de onipotência e posse, para dar espaço à criatividade que só o Espírito é capaz de suscitar. “Abraçar o Senhor, para abraçar a esperança.” Aqui está a força da fé e que liberta do medo. Francisco então concluiu:

 “Deste lugar que atesta a fé rochosa de Pedro, gostaria nesta tarde de confiar a todos ao Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora, saúde do seu povo, estrela do mar em tempestade. Desta colunata que abraça Roma e o mundo, desça sobre vocês, como um abraço consolador, a bênção de Deus.”

Ao final da homilia, o Pontífice adorou o Santíssimo e concedeu a bênção Urbi et Orbi, com anexa a Indulgência Plenária.

terça-feira, 24 de março de 2020

Papa reza pelos médicos e sacerdotes mortos na pandemia de Covid19




Na Missa na Casa Santa Marta desta terça-feira (24/03), o Papa rezou pelos profissionais da saúde e pelos sacerdotes que estão dando assistência aos doentes do coronavírus, colocando em risco a própria vida. Até hoje, na Itália, são 24 médicos mortos em sua atividade de assistência aos que foram atingidos pelo Covid-19. Quase cinco mil agentes de saúde também foram contagiados. Cerca de 50 sacerdotes morreram por causa desta pandemia. 

A seguir, as palavras do Santo Padre no início da celebração:
Recebi a notícia que nestes dias faleceram alguns médicos, sacerdotes, não sei se algum enfermeiro, mas se contagiaram, foram contaminados porque estavam a serviço dos doentes. Rezemos por eles, por suas famílias, e agradeço a Deus pelo exemplo de heroísmo que nos dão na assistência aos doentes.
Ao final, a oração recitada pelo Papa:

Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós!
 

segunda-feira, 23 de março de 2020

Os médicos e a pandemia Covid19



Olá, meu leitor.

Recebi esta figura de uma amiga muito querida, que retrata bem a situação que todos nós, profissionais de saúde e, particularmente, os médicos, que estamos na linha de frente do combate desta epidemia, nos sentimos neste momento.

Todos os dias chegam notícias de novos casos e mortes por esta epidemia, que já se espalhou por todo o mundo, e que obrigou muitos países do mundo a adotar medidas restritivas pesadas para a população, como é o caso da quarentena instituída em muitos lugares, inclusive aqui no Brasil.

A letalidade, isto é, o número de mortos, é baixa, e ocorre nos grupos mais vulneráveis da população, que são os idosos e os imunodeprimidos em geral, seguindo o mesmo comportamento de outras viroses respiratórias.

Atualmente, o país mais afetado é a Itália; hoje foram contadas mais de 600 mortes.

Destes casos, há muitos médicos e enfermeiros. Na Espanha, 12% e na Itália 20% dos afetados pela epidemia são profissionais da saúde. Mas apesar disto, continuamos a enfrentar a epidemia na linha de frente, já com algumas baixas; felizmente, de pouca gravidade.

Que Deus nos ajude a enfrentar esta situação que exige o engajamento de todos. É preciso ter calma neste momento. Pânico não ajuda em nada.

Precisamos todos nós continuar com as medidas preventivas: lavar as mãos e evitar aglomerações.

Outra coisa importante: tudo isto vai passar. Façamos a nossa parte para que transcorra com o menor número de baixas possível.

Que Deus nos ajude. A oração de todos nos revigora e fortalece para o combate.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Mensagem do Papa para XXVIII dia mundial do doente



MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO
PARA O XXVIII DIA MUNDIAL DO DOENTE
(11 DE FEVEREIRO DE 2020)

«Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos,
que Eu hei de aliviar-vos» (Mt 11, 28)

Queridos irmãos e irmãs!

Estas palavras ditas por Jesus – «vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de aliviar-vos» (Mt 11, 28) – indicam o caminho misterioso da graça, que se revela aos simples e revigora os cansados e exaustos. Tais palavras exprimem a solidariedade do Filho do Homem, Jesus Cristo, com a humanidade aflita e sofredora. Há tantas pessoas que sofrem no corpo e no espírito! A todas, convida a ir ter com Ele – «vinde a Mim» –, prometendo-lhes alívio e recuperação. «Quando Jesus pronuncia estas palavras, tem diante dos seus olhos as pessoas que encontra todos os dias pelas estradas da Galileia: muita gente simples, pobres, doentes, pecadores, marginalizados pelo ditame da lei e pelo opressivo sistema social. Este povo sempre acorreu a Ele para ouvir a sua palavra, uma palavra que incutia esperança» (Angelus, 6 de julho de 2014).

No XXVIII Dia Mundial do Doente, Jesus dirige este convite aos doentes e oprimidos, aos pobres cientes de dependerem inteiramente de Deus para a cura de que necessitam sob o peso da provação que os atingiu. A quem vive na angústia devido à sua situação de fragilidade, sofrimento e fraqueza, Jesus Cristo não impõe leis, mas, na sua misericórdia, oferece-Se a Si mesmo, isto é, a sua pessoa que dá alívio. A humanidade ferida é contemplada por Jesus com olhos que veem e observam, porque penetram em profundidade: não correm indiferentes, mas param e acolhem o homem todo e todo o homem segundo a respetiva condição de saúde, sem descartar ninguém, convidando cada um a fazer experiência de ternura entrando na vida d’Ele.

Porque tem Jesus Cristo estes sentimentos? Porque Ele próprio Se tornou frágil, experimentando o sofrimento humano e recebendo, por sua vez, alívio do Pai. Na verdade, só quem passa pessoalmente por esta experiência poderá ser de conforto para o outro. Várias são as formas graves de sofrimento: doenças incuráveis e crônicas, patologias psíquicas, aquelas que necessitam de reabilitação ou cuidados paliativos, as diferentes formas de deficiência, as doenças próprias da infância e da velhice, etc. Nestas circunstâncias, nota-se por vezes carência de humanidade, pelo que se revela necessário, para uma cura humana integral, personalizar o contacto com a pessoa doente acrescentando a solicitude ao tratamento. Na doença, a pessoa sente comprometidas não só a sua integridade física, mas também as várias dimensões da sua vida relacional, intelectiva, afetiva, espiritual; e por isso, além das terapias, espera amparo, solicitude, atenção, em suma, amor. Além disso, junto do doente, há uma família que sofre e pede, também ela, conforto e proximidade.

Queridos irmãos e irmãs enfermos, a doença coloca-vos de modo particular entre os «cansados e oprimidos» que atraem o olhar e o coração de Jesus. Daqui vem a luz para os vossos momentos de escuridão, a esperança para o vosso desalento. Convida-vos a ir ter com Ele: «Vinde». Com efeito, n’Ele encontrareis força para ultrapassar as inquietações e interrogativos que vos surgem nesta «noite» do corpo e do espírito. É verdade que Cristo não nos deixou receitas, mas, com a sua paixão, morte e ressurreição, liberta-nos da opressão do mal.

Nesta condição, precisais certamente dum lugar para vos restabelecerdes. A Igreja quer ser, cada vez mais e melhor, a «estalagem» do Bom Samaritano que é Cristo (cf. Lc 10, 34), isto é, a casa onde podeis encontrar a sua graça, que se expressa na familiaridade, no acolhimento, no alívio. Nesta casa, podereis encontrar pessoas que, tendo sido curadas pela misericórdia de Deus na sua fragilidade, saberão ajudar-vos a levar a cruz, fazendo, das próprias feridas, frestas através das quais divisar o horizonte para além da doença e receber luz e ar para a vossa vida.

Nesta obra de restabelecimento dos irmãos enfermos, insere-se o serviço dos profissionais da saúde – médicos, enfermeiros, pessoal sanitário, administrativo e auxiliar, voluntários –, pondo em ação as respetivas competências e fazendo sentir a presença de Cristo, que proporciona consolação e cuida da pessoa doente tratando das suas feridas. Mas, também eles são homens e mulheres com as suas fragilidades e até com as suas doenças. Neles se cumpre de modo particular esta verdade: «Quando recebemos o alívio e a consolação de Cristo, por nossa vez somos chamados a tornar-nos alívio e consolação para os irmãos, com atitude mansa e humilde, à imitação do Mestre» (Angelus, 6 de julho de 2014).

Queridos profissionais da saúde, qualquer intervenção diagnóstica, preventiva, terapêutica, de pesquisa, tratamento e reabilitação há de ter por objetivo a pessoa doente, onde o substantivo «pessoa» venha sempre antes do adjetivo «doente». Por isso, a vossa ação tenha em vista constantemente a dignidade e a vida da pessoa, sem qualquer cedência a atos de natureza eutanásica, de suicídio assistido ou supressão da vida, nem mesmo se for irreversível o estado da doença.
Quando vos defrontais com os limites e possível fracasso da própria ciência médica perante casos clínicos cada vez mais problemáticos e diagnósticos funestos, sois chamados a abrir-vos à dimensão transcendente, que vos pode oferecer o sentido pleno da vossa profissão. Lembremo-nos de que a vida é sacra e pertence a Deus, sendo por conseguinte inviolável e indisponível (cf. Instr. Donum vitae, 5; Enc. Evangelium vitae, 29-53). A vida há de ser acolhida, tutelada, respeitada e servida desde o seu início até à morte: exigem-no simultaneamente tanto a razão como a fé em Deus, autor da vida. Em certos casos, a objeção de consciência deverá tornar-se a vossa opção necessária, para permanecerdes coerentes com este «sim» à vida e à pessoa. Em todo o caso, o vosso profissionalismo, animado pela caridade cristã, será o melhor serviço ao verdadeiro direito humano: o direito à vida. Quando não puderdes curar, podereis sempre cuidar com gestos e procedimentos que proporcionem amparo e alívio ao doente.

Infelizmente, nalguns contextos de guerra e conflitos violentos, são atacados o pessoal sanitário e as estruturas que se ocupam da receção e assistência dos doentes. Nalgumas áreas, o próprio poder político pretende manipular a seu favor a assistência médica, limitando a justa autonomia da profissão sanitária. Na realidade, atacar aqueles que se dedicam ao serviço dos membros sofredores do corpo social não beneficia a ninguém.

Neste XXVIII Dia Mundial do Doente, penso em tantos irmãos e irmãs de todo o mundo sem possibilidades de acesso aos cuidados médicos, porque vivem na pobreza. Por isso, dirijo-me às instituições sanitárias e aos governos de todos os países do mundo, pedindo-lhes que não sobreponham o aspeto econômico ao da justiça social. Faço votos de que, conciliando os princípios de solidariedade e subsidiariedade, se coopere para que todos tenham acesso a cuidados médicos adequados para salvaguardar e restabelecer a saúde. De coração agradeço aos voluntários que se colocam ao serviço dos doentes, procurando em não poucos casos suprir carências estruturais e refletindo, com gestos de ternura e proximidade, a imagem de Cristo Bom Samaritano.

À Virgem Maria, Saúde dos Enfermos, confio todas as pessoas que carregam o fardo da doença, juntamente com os seus familiares, bem como todos os profissionais da saúde. Com cordial afeto, asseguro a todos a minha proximidade na oração e envio a Bênção Apostólica.

Vaticano, Memória do SS. Nome de Jesus, 3 de janeiro de 2020.

Franciscus
 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Campanha do MS encoraja o retardo da iniciação sexual



A primeira campanha do governo federal para promover a abstinência sexual como meio de evitar a gravidez na adolescência deve chegar às ruas no dia 3 de fevereiro. A estratégia de marketing para divulgar o que o governo chama de "iniciação sexual não precoce" está sendo desenhada pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos em conjunto com o Ministério da Saúde e terá foco inicial nas redes sociais. A campanha pretende alcançar o público de 10 a 18 anos.
O objetivo é mostrar aos jovens os benefícios de adiar o início da vida sexual. De acordo com o secretário nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Maurício José Silva Cunha, a argumentação não é pautada em elementos religiosos e sim em estudos científicos.

A ministra Damares Alves (Mulher e Direitos Humanos) negou que suas convicções religiosas a influenciem na defesa da abstinência sexual entre adolescentes — campanha que o governo Bolsonaro lança no próximo dia 3, a 20 dias do Carnaval. A informação foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo.

 "O argumento que eu estou buscando é: uma menina de 12 anos não está pronta para ser possuída. Se vocês me provarem, cientificamente, que o canal de vagina de uma menina de 12 anos está pronto para ser possuído todo dia por um homem, eu paro agora de falar”, completou.

“Se vocês me trouxerem o abaixo-assinado de um milhão de assinaturas de pais de crianças e adolescentes contra proposta – mas provando ter adolescente e criança em casa --, eu paro de falar. Quem pede isso é a família brasileira”, discursou.

Em entrevista, a ministra, que também é pastora, enfatizou ser a favor “da laicidade do Estado” e se colocou como “uma gestora pública” para defender que o argumento pela relação sexual tardia teria um fundo técnico, não religioso.

“Se vocês [jornalistas] têm uma fórmula melhor que essa [abstinência sexual], pelo amor de Deus, me tragam correndo. [Porque] Quem suscita a questão da religião é a imprensa”, reclamou.

A informação foi publicada em reportagem do jornal O Globo segundo a qual esse grupo de 120 cidades registrou queda de 26,6% nos homicídios no ano passado, na comparação com 2018, segundo levantamento do jornal a partir de dados sobre os municípios tornados públicos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

O santo da sala de cirurgia



O Papa Francisco aprovou em 2017 um decreto que reconhece as virtudes heroicas do Servo de Deus Vittorio Trancanelli, fiel leigo italiano, médico de profissão, conhecido pela sua proximidade com os doentes, apesar dele mesmo sofrer uma dolorosa doença.

O Dr. Vittorio Trancanelli nasceu na cidade de Spello, na província italiana de Perugia, em 26 de abril de 1944. Sua família chegou a esta pequena cidade no centro da Itália em abril de 1944, a fim de fugir dos combates da Segunda Guerra Mundial .

Depois de estudar em Assis, mudou-se à cidade de Perugia, onde se formou como médico e cirurgião. Após se casar aos 21 anos, ele e a sua esposa, Lia Sabatini, viveram em Perugia, onde exerceu a sua profissão no Hospital Silvestrini.

Em 1976, nasceu Diego, seu único filho biológico – posteriormente adotou 7 crianças –, um mês depois de sofrer uma colite ulcerosa grave com peritonite difusa que quase causou a sua morte.
Esta doença e a necessária operação para salvá-lo causaram sequelas para o resto da sua vida. Especificamente, os cirurgiões tiveram que realizar uma ileostomia que levaria a sua morte, mesmo que somente a sua esposa e alguns amigos soubessem.

Depois da sua recuperação, voltou a trabalhar. Seu compromisso com os doentes e sua proximidade com aqueles que sofrem fez com que os seus companheiros o chamassem o “santo da sala de cirurgia”.

Na década de 1980, começou a se sentir cada vez mais atraído pelos textos da Bíblia. Começou a estudar as Sagradas Escrituras e a colaborar com o Centro Ecumênico, em San Martin, em Perugia.
Posteriormente, fundou, junto com sua esposa e alguns amigos, uma associação cuja finalidade era acolher mulheres e crianças em situação de exclusão social. Seu compromisso com os mais desfavorecidos foi tão grande que o casal se comprometeu e adotou sete crianças, algumas deficientes.

Após um período de intenso trabalho profissional, sofreu outra grave doença e faleceu em 24 de junho de 1998. Antes da sua morte, cercado por sua esposa e filhos, se dirigiu a eles e disse: “Por isso vale a pena viver, não para tornar-se alguém, fazer uma carreira ou ganhar dinheiro”.

Em seu funeral, no qual esteve presente uma multidão, o Bispo de Perugia, Dom Giuseppe Chiaretti, afirmou: “Eu considero Vittorio um santo leigo”.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Cinco fatos sobre são José Moscati



São José Moscati foi um médico que viveu a caridade cristã ajudando na recuperação da saúde física e espiritual de seus pacientes pobres.
O Papa Paulo VI o beatificou em 16 de novembro de 1975 e, em 25 de outubro de 1987, foi canonizado pelo Papa João Paulo II.
Através destes 5 fatos, você conhecerá a incrível vida de São José Moscati, médico renomado da primeira década do século XX.
Foi nomeado membro da Academia Real Italiana de Medicina Cirúrgica e recebeu um doutorado em química fisiológica.
São José também supervisionou o Instituto de Anatomia Patológica local. Na sala de autópsia, instalou um crucifixo com uma inscrição em latim: "Onde estão, ó Morte, as tuas pragas?", tomada do Livro de Oseias.


1. Foi um médico brilhante
Moscati nasceu em 25 de setembro de 1880, em Benevento, Itália. Em 1897, matriculou-se na faculdade de medicina e, cinco anos depois, com apenas 22 anos, formou-se com as melhores notas de sua turma.
Além de estudar medicina, tornou-se especialista em 20 especialidades diferentes para melhor atender seus pacientes e foi um dos primeiros a estudar e aplicar insulina para o tratamento da diabete, uma doença que sua mãe tinha.


2. Seu trabalho foi seu meio de santificação
Sendo já um médico, costumava se levantar muito cedo para ir à Missa e receber a comunhão. Depois, dirigia-se às colônias pobres para ver alguns enfermos e, às 8h30, iniciava o trabalho no hospital.
Seus pacientes favoritos sempre foram os pobres, aos quais nunca cobrou dinheiro, atendia sempre com um sorriso no rosto e sem fazer-se notar.
Em várias ocasiões rejeitou ofertas que prometiam uma carreira acadêmica de sucesso, porque percebeu que o plano de Deus para ele era servir aos seus pacientes pobres e treinar seus estagiários.
Após falecer em 12 de abril de 1927, os cidadãos imediatamente o reconheceram como “o médico santo”  e os pobres choraram a perda de seu amigo e doutor.

3. Rezava pelos seus pacientes e os convidava à fé
José Moscati usava os mais altos padrões de medicina e ao mesmo tempo rezava pelos seus pacientes e tentava convencer aqueles que estavam longe da fé a procurar os sacramentos.
Antes de examinar alguém ou realizar alguma pesquisa médica, colocava-se na presença de Deus.

4. Quis ser jesuíta
Por volta dos 30 anos, José Moscati fez um voto particular de celibato e, por algum tempo, achou que tinha vocação para a vida religiosa. Os jesuítas que o aconselharam discerniram que Deus queria que ele permanecesse no mundo como médico.

5. Salvou vidas heroicamente
Poucos anos depois de obter seu diploma de medicina, organizou a evacuação de um hospital durante uma erupção do Monte Vesúvio (o teto do hospital desabou logo após a remoção dos últimos pacientes).
Com apenas 31 anos de idade, ajudou muitos doentes durante uma epidemia de cólera e, durante a Primeira Guerra Mundial, cuidou dos soldados feridos e moribundos do exército italiano.

São José Moscati, rogai por nós!

sábado, 18 de maio de 2019

Encontro do Papa com trabalhadores da saúde da Itália



O Papa Francisco teve um encontro com a Associação Católica Italiana de Trabalhadores da Saúde no 40º aniversário de sua fundação. O Papa, mais uma vez, salientou que a tecnologia no campo da medicina deve respeitar a dignidade humana. Por esta razão, ele lembrou que eles podem recorrer à objeção de consciência para tornar sua posição conhecida.

“A escolha da objeção de consciência, embora necessária, deve ser realizada com respeito, para que não se torne motivo de desprezo ou orgulho. Deve ser feito com humildade”.

O papa lamentou que cada vez mais o sistema de saúde priorize a eficiência e a redução de custos sobre o tratamento adequado dos pacientes.

“O esforço para tratar os doentes como pessoas, e não como números, tem que ser feito em nossos tempos. Temos que levar em conta a forma que o sistema de saúde vem adotando progressivamente”.

Ele também reconheceu o trabalho dos profissionais de saúde, que muitas vezes são esquecidos ou até mesmo desprezados.

“Em um ambiente onde o doente se torna um número, você também corre o risco de ser “queimado” por horas de trabalho difícil, o estresse de emergências ou o impacto emocional. Portanto, é importante que os profissionais de saúde sejam adequadamente supervisionados em seu trabalho, recebam reconhecimento pelas tarefas que desempenham e possam usar as ferramentas apropriadas para estar sempre motivados e treinados”.

Finalmente, o papa os convidou para estar sempre perto daqueles que mais precisam: os esquecidos e marginalizados.

sábado, 29 de dezembro de 2018

O parto animalizado



Olá, meu leitor!

Encontrei este texto circulando na internet, fantástico! Resume exatamente o que penso sobre o assunto. Não conheço o autor, mas deixei seu nome no final do texto.

Feliz 2019!

x-x-x-x-x

O PARTO ANIMALIZADO

Para quem estranhou o título, aviso que nunca chamarei um parto que abre mão de tudo que a Humanidade desenvolveu para segurança da mãe e do bebê, voltando ao mesmo primitivismo de animais e povos selvagens de “humanizado”.

Há algumas semanas, vi uma sequência de fotos de uma moça parindo dentro do seu banheiro. As fotos são acompanhadas de um relato da própria, cheio daqueles chavões habituais para descrever algo que até uma gata faz sem se achar melhor por isso.

Porém, o mais triste foi constatar, pelo relato, que o trabalho de parto durou 2 dias; que a criança – uma menina – nasceu “toda trabalhada no mecônio” (frase escrita pela mãe) e que demorou para chorar, mas que a mãe compreendeu que “ela tinha sua hora para isso”. Pior foi saber que, durante todo o trabalho, a parturiente foi assistida por uma doula (o corretor do iOS quis trocar a palavra por “doida” e eu quase deixei) e que a pediatra de plantão (a médica ficou dois dias de plantão no quarto da moça?? Não tem mais nada a fazer?) só entrou no banheiro quando a criança, toda verde, nasceu.

Sim, verde.

Toda a sequência foi fotografada, mostrando a moça somente de sutiã, bastante acima do peso (deve achar que controle de peso na gestação é opressão do patriarcado machista), seguida de fotos da criança toda tingida de verde devido ao mecônio e depois tem uma foto da placenta com péssimo aspecto, igualmente verde.

Não compreendo muito essa necessidade de exposição. Eu nunca fotografaria um exame de próstata meu, ou uma cirurgia de hemorróidas para postar no Facebook e mostrar como sou corajoso. Nas fotos, li um comentário de uma moça que achei muito interessante. Ela dizia que essas mulheres querem ser as protagonistas num evento onde o protagonista deveria ser o bebê. Que parecem mais preocupadas em se expor do que com o bem estar do filho.

Eu havia me surpreendido ao ler a própria moça reconhecer que a filha nascera envolta em mecônio e que demorou para chorar, mas não se preocupou com isso, até ler alguns comentários de respostas de mulheres igualmente fanáticas por parto animalizado afirmando que “a presença de mecônio é diferente da síndrome de aspiração de mecônio”.

Então, eu gostaria de fazer alguns comentários, particularmente para as mulheres jovens, em idade fértil e bem intencionadas. Acredito que muitas dessas mulheres que optam pelo parto domiciliar acreditam estar fazendo um bem ao seu filho.

Entendam que, nos últimos tempos, temos tido um aumento das religiões laicas ou ateístas no mundo. A primeira delas foi o humanismo, que deu origem ao socialismo, a mais difundida e duradoura das religiões laicas. E por que religião? Porque seus princípios se baseiam numa crença praticamente cega a conceitos que, mesmo que se provem errados, continuam a ser respeitados. No caso do socialismo, não adianta se mostrar que nenhum país que o adotou melhorou as condições de vida de sua população e que a imensa maioria descambou para uma ditadura sanguinária, que seus adeptos continuam a acreditar nele.

O veganismo, o neoateísmo, o ambientalismo, os movimentos pelos direitos dos animais constituem outras religiões laicas relativamente novas, mas uma das mais novas é esse movimento pela volta do parto aos moldes primitivos. Procedimentos que foram criados para evitar lesões sérias na mulher, como a episiotomia, são demonizados como se o obstetra os praticasse por puro sadismo. Mas o que caracteriza o conteúdo religioso desse movimento é o fato de terem criado sua própria “ciência” e defenderem suas posições como se 5 mil anos de civilização nada tivessem valido perto dos últimos anos de “conhecimento” desse grupo.

Então vamos a alguns pontos.

– A episiotomia é um procedimento que visa evitar uma complicação do parto normal, que é a rotura do tecido que separa a vagina do ânus. Essa rotura leva a um problema seríssimo, que requer correção cirúrgica e que afeta bastante a autoestima da mulher. Para evitar isso, o médico faz um corte na parede lateral da vagina. Se a cabeça do bebê forçar algum rompimento, será para esse lado, o que será corrigido logo após o parto (o que não será possível se a rotura for em direção ao ânus). Relatos de mulheres que ficaram com cicatrizes desse procedimento são exceções à regra. Já li também relatos de mulheres que ficaram com quadros de dores crônicas e coincidentemente, elas contam que haviam pedido para não serem submetidas à episiotomia, ou seja, já tinham prevenção contra o procedimento e seu quadro doloroso pode ser mais de origem psicológica do que física.

– O mecônio é o nome dado às fezes do feto, antes de começar a se alimentar de leite. É caracteristicamente verde devido à bile e um aspecto muito pegajoso. Não é normal a criança evacuar no líquido amniótico. Isso só ocorre quando existe algum grau de sofrimento fetal. Afirmar que a presença de mecônio não significa que o bebê aspirou esse mecônio é uma das características religiosas desse movimento. Criaram uma diferenciação falsa somente para tranquilizar as mães cujos filhos nasçam “trabalhados no mecônio” como disse a mãe da postagem. Um pouquinho de mecônio até pode ser eliminado em alguns partos, mas para o bebê nascer tingido, é necessário mais de 24 horas de sofrimento fetal, com grandes riscos para o feto.

– Embora muita gente pense que os médicos vão à faculdade de Medicina para aprender a matar os outros, ou pelo menos, tornar suas vidas mais miseráveis, posso garantir que a maioria não estragou sua juventude, estudando feito loucos, ficando sem vida social, com esse objetivo. A maioria queria era ajudar os outros. Se queriam ganhar dinheiro fazendo isso? Claro que sim! Não há mal em se ganhar dinheiro honestamente, ainda mais se ajudamos os outros no processo. Diante disso, desconfiem sempre que alguém fale de médicos como seres que não querem a melhora dos seus pacientes. Se algum médico faz algo ruim ao paciente, provavelmente é por incapacidade, não de caso pensado. Quase todo médico quer ficar famoso como alguém que cura seus pacientes. Dizer que o médico fez uma episiotomia por sadismo já chega às raias da insanidade.

– Um obstetra estudou 6 anos para ser médico, depois mais 3 ou 4 para ser Ginecologista-Obstetra. Uma pessoa achar que uma doula, que entrou nessa modinha há 2 anos, vai ser mais capaz do que um obstetra, é uma prova de fé irracional.
“Ah, mas tem um médico que escreveu um livro apoiando o parto domiciliar…” Lembra que eu sempre me referi aos médicos conscienciosos como “a maioria” ou “quase todos”? Então, fiz isso porque sempre haverá o picareta. Na Medicina e em qualquer outra profissão. Aquele que quer ganhar dinheiro vendendo livros com ideias não científicas, mas que são de grande apelo popular. Perca peso comendo de tudo. Eduque seus filhos sem fazer esforço. Tenha bebês como um animal. Esses médicos são os verdadeiros vilões, não aquele que quer fazer uma episiotomia, ou que defende uma cesariana em casos necessários.

O conceito de religiões sem deus é muito importante para vocês compreenderem por que tantos “ativistas” têm surgido ultimamente. Se antes tínhamos os Testemunhas de Jeová batendo em nossas portas, hoje temos outros tipos de religiosos, querendo impor aos outros suas crenças. Cabe a você decidir se “se converte” ou não.

Mas se o fizer, faça consciente de que está entrando numa nova religião, não num movimento científico.

Maurício Vilela